domingo, 15 de agosto de 2010

A relação Metabolismo Energético/ Hormônios Tireoideanos

Um estudo realizado com 48 mulheres obesas em uma dieta baseada em baixo valor calórico, variando entre carboidratos e proteínas durante um período de 21 dias, mostrou que quando as mulheres consumiam 10 g de carboidratos por dia, excretavam mais uréia, amônia e nitrogênio, provavelmente porque os aminoácidos eram fonte mais importante para a gliconeogênese, resultando na excreção desses produtos. Este experimento serviu também para conhecermos o papel dos hormônios T3 (Triiodotironina) e o T4 (Tiroxina). Estes hormônios tireoideanos tiveram seus níveis mais elevados quando as mulheres consumiam mais carboidratos ( 76 e 86g/dia). Uma idéia para essa elevação se deve ao fato de que esses hormônios são responsáveis por influenciar a renovação protéica. Por isso, é importante sabermos a relação desses hormônios com o metabolismo energético.
  • Em níveis normais: T3 e T4 regulam o metabolismo energético, ou seja, a transformação de nutrientes, como a glicose e as proteínas, em energia, para manter as funções vitais. Em outras palavras, tem-se que estes hormônios aumentam a taxa de renovação da glicose e das proteínas.
  • No Hipotireoidismo: o metabolismo energético trabalha devagar, ocasionando menor gasto de energia e aumento de peso. A pessoa engorda principalmente por acúmulo de mucopolissacarídeos que associados à retenção da água provocam inchaço.
  • No Hipertireoidismo: Acelera o metabolismo, levando a um maior gasto de energia e perda de peso, além do aumento do apetite.
FONTES:
http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/revcienciasmedicas/artigos/900.pdf


http://saude.abril.com.br


Fisiologia. Berne, Robert M - Rio de Janeiro; Elsevier, 2004

sábado, 14 de agosto de 2010

IMAGEM: Knowabouthealth.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Atenção!!!

Se você é usuário (a) das dietas low-carb e deseja realmente perder peso aí vai recomendações de alguns tipos de alimentos que devem ser evitados, ou pelo menos reduzir sua ingesta, nessas dietas:
  • Arroz, pipoca, torradas, pão francês, pão de forma, doces caseiros e doces industrializados, leite integral, açucar, refrigerantes, macarrão e demais derivados dfarinha branca.
Para obter bons resultados é preciso ter dedicação, mas principalmente tomar os devidos cuidados para não extrapolar os limites do seu organismo por um propósito de beleza que poderá futuramente, trazer graves consequências. Considerando que pessoas qua fazem uso de dietas com redução dos níveis de hidratos de carbono geralmente ingerem grandes quantidades de proteínas, chamo ATENÇÃO também em relação as contra-indicações, em casos específicos de indivíduos que não podem fazer uso destas dietas; o quadro se restringe a pessoas que tem insuficiência renal ou hepática, comprovadamente diagnosticadas, pois nesses casos a ingestão excessiva de proteínas sobrecarrega o fígado e os rins. Devido a grande produção de uréia e menor excreção pelos rins incapacitados, o indivíduo poderá desenvolver acidose metabólica e até mesmo produzir cálculos renais (cristais de uréia) e edema. Portanto, para se seguir uma dieta recomenda-se, antes de tudo, ir a um nutricionista e/ou médico para verificar se o seu estado metabólico encontra-se em perfeitas condições.
CUIDE-SE!

FONTE: livro- Júlio Tirapegui, Nutrição: Fundamentos e Aspectos Atuais- 2ª edição-
IMAGEM: wellsphere.com

Melhor Dieta: low-fat (baixo teor de gordura), low-carb (baixo de hidratos de carbono), ou mediterrânea?

Investigação desmente a antiga crença de que as dietas pobres em gorduras são as melhores!

A idéia, ao que parece, foi que o menor teor de gordura de uma dieta melhora seus resultados. Novas pesquisas estão sendo divulgadas a respeito desta temática, para determinar o destino final da dieta de baixo teor de gordura.

Investigadores da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, em estudos comparativos da dieta low-fat e dietas mediterrâneas- baseada em gorduras saudáveis, frutas e legumes- perceberam que esta última "escanteiou" a dieta low- fat, tanto em termos de quanto os pacientes perderam peso como a forma que muitos benefícios de saúde ganharam como resultado da dieta.

FONTE: por Grayson Audrey

Unidade de medicina ABC news, 16 de julho.

Fibras ou gorduras? você escolhe!

Segundo pesquisa realizada pela revista Jornal of the American College of Nutrition, realizada em junho de 2009, acredita-se que a ingestão maciça de carboidratos refinados (CHO) pode ser um fator relevante para o desencadeamento de doenças como diabetes mellitus tipo 2, sobrepeso e/ou obesidade e resistência à insulina. O estudo mostra em primeira instância que essas dietas com baixa ingestão de carboidratos refinados tem se tornado cada vez mais populares. Apesar dessa abrangência nem todas as pessoas estão satisfeitas com essas dietas, além de uma preocupação em ter que substituí-la, na maioria das vezes, por uma maior quantidade de gorduras.
Uma maneira de adequar-se a uma dieta "saudável", seria através da adição de fibras solúveis que tem como papel fundamental auxiliar na motilidade e consistência do bolo alimentar, além de retardar a absorção dos carboidratos refinados, o que irá diminuir o indíce glicêmico e, consequentemente a diminuição do estoque de glicogênio pelos tecidos. Contudo, a maioria das pessoas não segue as dietas ricas em fibras. Uma outra forma de reduzir a absorção de carboidratos é fazendo uso de suplementos dietéticos naturais que poderão inibir a atividade de enzimas responsáveis pela quebra e absorção dos carboidratos, como por exemplo a amilase e alfa-glicosidase.
A ingestão de fibras, frutas e também do feijão branco podem prevenir contra "diabesidade" e outras patologias como aterosclerose e hipertensão, pela promoção dos efeitos benéficos destes alimentos ao organismo.


FONTE: J Am Coll Nutr 28 (3) 266-76, junho/2009
(Jornal of the American College of Nutrition)

DESCONTRAINDO...


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ataque Cardíaco - Um dos riscos da dieta protéica

As doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais são focos de importantes estudos médicos e por isso provocaram maior interesse das pessoas nas dietas, principalmente as Low Carb, como a Atkins e South Beach. Pesquisadores decidiram investigar o impacto desse tipo de dieta no sistema cardiovascular, depois que dezenas de pessoas que haviam se submetido a elas sofrerem ataques do coração.
Após serem feitas as devidas experiências com ratos, que foram submetidos a esta dieta, percebeu-se que os camundongos da dieta Low Carb desenvolveram mais focos de aterosclerose arterial (as placas de gordura que se depositam nas artérias e que podem levar a derrames e ataques cardíacos) e tiveram menor habilidade de regeneração de vasos sanguíneos em resposta à isquemia ( danos por falta de nutrientes/oxigênio) do tecido vascular.
Ao fim do experimento, os animais alimentados com a dieta Low Carb ganharam menos peso, mas desenvolveram 15% mais ateromas do que os que haviam ingerido a comida padrão. Os que haviam sido alimentados com a Dieta Ocidental (quantidades semelhantes à Low Carb em gorduras) tiveram 9% mais aterosclerose.
SC - Dieta Normal
WD - Dieta Ocidental
LCHP - Dieta Low Carb e Alto teor Protéico



FONTES: