quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Restrição alimentar de carboidratos no tratamento da obesidade

Artigo publicado na revista Ciênc. Méd., Campinas/2006, revela que um dos distúrbios relacionados com a obesidade é a resistência à insulina, que consiste na diminuição da capacidade da insulina em estimular a captação de glicose pelas células, isto se dá por alterações dos mecanismos de ultilização da glicose, ou devido um número insuficiente dos receptores de insulina nas células.
Pi-Sunyer, um dos autores deste estudo, relata que o tecido adiposo em excesso aumenta a demanda por insulina, levando ao aumento da glicemia e insulinemia. Vale ressaltar que, altos níveis plasmáticos de insulina inibem a lipólise, induzem lipogênese e estimulam a fome.
Em indivíduos obesos que apresentam grande ingestão de lipídios e elevadas taxas de lipólise foi comprovado um aumento na oxidação lipídica. Assim, há utilização preferencial dos ácidos graxos de cadeia longa (AGL), provenientes dos estoques de triglicerídeos, como substrato energético, reduzindo assim o uso de glicose derivada da quebra do glicogênio. A diminuição do uso de glicogênio muscular e hépático é responsável por um feedback negativo na enzima glicogênio-sintetase, que consequentemente impossibilita a estocagem de glicose. Nessas condições, os efeitos resultantes são intolerância a glicose e resistência à insulina O tipo de gordura também está associado a essa condição, sendo os ácidos graxos saturados os mais preocupantes.
Em um estudo, realizado com obesos, Golay e seus colaboradosres, analisaram os efeitos de duas dietas igualmente restritas em calorias, porém extremamente diferentes em sua composição. Para os pacientes que consumiram a dieta com 15% do VET (Valor Energético Total) proveniente de carboidratos, (37%, mais ou menos 5 g/dia), observou-se queda significativa na glicemia e insulinemia, por outro lado os pacientes que consumiram dieta com 45% do VET em carboidrato (115 + ou - 14/dia) não tiveram redução significativa, especialmente em relação à insulinemia, visto que as taxas de insulina aumentam/diminuem de acordo com o consumo de carboidratos. Estes dados foram observados ao final da sexta semana, nos pacientes hospitalizados.
Em um outro estudo realizado por este mesmo autor, verificou-se que, em 12 semanas de consumo de uma dieta com 75g de carboidrato por dia, o que corresponde a 25% do VET, os valores insulinêmicos reduziram bastante e que, após a perca de peso dos indivíduos, houve melhora da glicemia e da insulinemia de jejum em comparação com a dieta que fornecia 135g de carboidrato por dia (45% do VET). Com estes resultados os pesquisadores puderam constatar que a melhora da relação glicemia/insulinemia indica que a dieta reduzida em carboidrato pode ser favorável em longo período.
Numa tentativa de testar suas hipóteses, de que indivíduos obesos reagiriam diferentemente aos testes hiperinsulinêmicos, Baba e seus colaboradores, aplicaram estudos à manipulação dos macronutrientes de uma dieta hipocalórica nestes pacientes (80% da necessidade energética em repouso), os resultados mostraram que as duas dietas reduziram significativamente os níveis de insulina, no entanto somente os indivíduos que consumiram mais proteínas e menos carboidratos em sua dieta (45% proteína, 25%carboidrato, 30% gordura) atingiram níveis normais de insulinemia, enquanto os indivíduos do outro grupo que consumiam (12% proteína, 58% carboidrato, 30% gordura) permaneceram hiperinsulinêmicos.
De um modo geral, os estudos tem mostrado boa relação entre dietas com restrição de carboidratos e níveis de glicemia e insulina, embora esse fator dependa também da saúde do indivíduo, para a obtenção de melhores resultados.
Para maiores informações vejam o artigo deste estudo que se encontra no site:


Obrigada!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Será que realmente vale a pena radicalizar numa dieta?




VEGETARIANISMO


Certamente você conhece alguém que fez ou faz uma dieta vegetariana!

Qual sua concepção a respeito dessas dietas? Será que são seguidas de uma maneira saudável?

Só aqui você fica por dentro de coisas que a mídia enfatiza e, muitas vezes de forma distorcida...

Sobre dietas vegetarianas

Vegetarianismo um tipo de dieta que, ao contrário das dietas low-carb, exclui todo e qualquer alimento de origem animal como leite, carnes, ovos e mel. Entretanto, existem vários ramos desse tipo de dieta que permitem ou não ingerir alguns alimentos como ovos, leite e peixes. Assim, devemos analisar cada uma dessas dietas de forma individual, visto que a qualidade nutricional varia de acordo com o padrão alimentar seguido por cada uma delas.

Porque fazer uma dieta vegetariana?

Dentre os motivos pelos quais milhares de pessoas se tornam adeptas do vegetarianismo, estão: busca por uma alimentação mais saudável, influência da mídia, convicções religiosas, éticas e ecológicas. No entanto, a maioria das pessoas não sabem ao certo se o tipo de dieta que estão seguindo é realmente saudável ou se causa riscos à saúde.

É imprescindível uma análise nutricional e bioquímica das dietas para verificar se estão suprindo todas as necessidades nutricionais diárias.

Existem vários tipos de dieta vegetariana e enquanto mais restrita for, maior a probabilidade de o indivíduo ter carências de determinadas vitaminas ou minerais.

Alguns tipos de dietas vegetarianas:
  • Vegetarismo - evita o consumo de qualquer alimento de origem animal;
  • Ovo lacto-vegetarianismo - consiste na dieta básica do vegetarismo, com o consumo de verduras, legumes, frutas e cereais, bem como a ingestão de ovos e leite;
  • Flexitariano - também é baseado na alimentação de origem vegetal, mas permite-se o consumo de peixes;
  • Frugivorismo - é uma dieta à base de frutas cruas ou cozidas.

Saiba mais...


O consumo de frutas pode trazer alguns benefícios como, emagrecimento, pelo maior aporte de fibras, as quais induzem uma digestão mais rápida e menos absorvitiva; diminuição do risco de doenças cardiovasculares pela deficiência de colesterol na dieta, entre outras.


Mais informações? visite o site!: http://www.vegetarianismo.com.br/


lá você terá acesso a informações diversas como por exemplo, sobre o congresso de vegetarianismo que será realizado este ano em Porto Alegre, no mês de setembro, (www.ivo.org/congresso/2010/index.html), além de saber nome de famosos adeptos desta dieta.


Ainda este ano realizar-se-á o 39º congresso a nível internacional sobre vegetarianismo: http://www.wvc2010.org/



FONTE:


1- Lehninger, A. L; Nelson, D. and Cox, M.M; Principles of Biochemistry; 3ª ed. Worth Publishers, 2000.


2- Tirapegui, Júlio; Nutrição: Fundamentos e Aspectos atuais; 2º ed. Editora Atheneu-SP, 2006.




Índice Glicêmico

Um fator importante da nutrição é o Índice Glicêmico (IG), indicador baseado na habilidade da ingestão do carboidrato de um dado elemento elevar os níveis de glicose sanguínea pós-prandial, comparado com um alimento referência, como o pão branco. Simplificando, o IG pode ser descrito como a velocidade com que a glicose dos alimentos é absorvida pelo sangue, quanto maior esse índice, mais rápida é a absorção, o que favorece a obesidade. Alimentos que afetam pouco a resposta de insulina no sangue são consideradas de Baixo Valor Glicêmico, e os que afetam muito, de Alto Valor Glicêmico.
Fatores como a presença de fibras solúveis, o nível de processamento do alimento, a interação amido-proteína e amido-gordura, podem influenciar no nível glicêmico.


Ao que parece, dietas com baixo conteúdo de carboidratos são capazes de melhorar a sensibilidade à insulina, mas não há provas de que em longo prazo as Dietas Low Carb sejam melhores do que aquelas com baixa energética devido à restrição de gordura. A alta ingestão de carboidratos com alto IG podem aumentar a resistência à insulina devido à perda da função pancreática, por secreção excessiva de insulina ou glicotoxicidade das Células-beta. Em contraste, a prevalência de alimentos de baixo IG ajuda a controlar a sensibilidade à insulina. No entanto, há também controvérsia quanto a este aspecto, uma vez que estudos sobre a ingestão desses carboidratos em 15 ensaios clínicos controlados não foram encontradas diferenças nos valores de glicemia basal e insulina embora tenha havido uma ligeira queda nos níveis de colesterol e hemoglobina glicosilada.



FONTES:
http://scielo.isciii.es/pdf/resp/v81n5/colaboracion5.pdf
IMAGEM:
http://veja.abril.com.br/saladeaula/270405

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rice couve-flor low carb

Rice couve-flor low carb com Rachel Edelman

você pode fazer uma versão low carb saudável usando couve-flor!

veja como é feito (vídeo).

FONTE: vídeo about.com/lowcarbdiets/cauliflower Rice-htm

domingo, 15 de agosto de 2010

A relação Metabolismo Energético/ Hormônios Tireoideanos

Um estudo realizado com 48 mulheres obesas em uma dieta baseada em baixo valor calórico, variando entre carboidratos e proteínas durante um período de 21 dias, mostrou que quando as mulheres consumiam 10 g de carboidratos por dia, excretavam mais uréia, amônia e nitrogênio, provavelmente porque os aminoácidos eram fonte mais importante para a gliconeogênese, resultando na excreção desses produtos. Este experimento serviu também para conhecermos o papel dos hormônios T3 (Triiodotironina) e o T4 (Tiroxina). Estes hormônios tireoideanos tiveram seus níveis mais elevados quando as mulheres consumiam mais carboidratos ( 76 e 86g/dia). Uma idéia para essa elevação se deve ao fato de que esses hormônios são responsáveis por influenciar a renovação protéica. Por isso, é importante sabermos a relação desses hormônios com o metabolismo energético.
  • Em níveis normais: T3 e T4 regulam o metabolismo energético, ou seja, a transformação de nutrientes, como a glicose e as proteínas, em energia, para manter as funções vitais. Em outras palavras, tem-se que estes hormônios aumentam a taxa de renovação da glicose e das proteínas.
  • No Hipotireoidismo: o metabolismo energético trabalha devagar, ocasionando menor gasto de energia e aumento de peso. A pessoa engorda principalmente por acúmulo de mucopolissacarídeos que associados à retenção da água provocam inchaço.
  • No Hipertireoidismo: Acelera o metabolismo, levando a um maior gasto de energia e perda de peso, além do aumento do apetite.
FONTES:
http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/revcienciasmedicas/artigos/900.pdf


http://saude.abril.com.br


Fisiologia. Berne, Robert M - Rio de Janeiro; Elsevier, 2004

sábado, 14 de agosto de 2010

IMAGEM: Knowabouthealth.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Atenção!!!

Se você é usuário (a) das dietas low-carb e deseja realmente perder peso aí vai recomendações de alguns tipos de alimentos que devem ser evitados, ou pelo menos reduzir sua ingesta, nessas dietas:
  • Arroz, pipoca, torradas, pão francês, pão de forma, doces caseiros e doces industrializados, leite integral, açucar, refrigerantes, macarrão e demais derivados dfarinha branca.
Para obter bons resultados é preciso ter dedicação, mas principalmente tomar os devidos cuidados para não extrapolar os limites do seu organismo por um propósito de beleza que poderá futuramente, trazer graves consequências. Considerando que pessoas qua fazem uso de dietas com redução dos níveis de hidratos de carbono geralmente ingerem grandes quantidades de proteínas, chamo ATENÇÃO também em relação as contra-indicações, em casos específicos de indivíduos que não podem fazer uso destas dietas; o quadro se restringe a pessoas que tem insuficiência renal ou hepática, comprovadamente diagnosticadas, pois nesses casos a ingestão excessiva de proteínas sobrecarrega o fígado e os rins. Devido a grande produção de uréia e menor excreção pelos rins incapacitados, o indivíduo poderá desenvolver acidose metabólica e até mesmo produzir cálculos renais (cristais de uréia) e edema. Portanto, para se seguir uma dieta recomenda-se, antes de tudo, ir a um nutricionista e/ou médico para verificar se o seu estado metabólico encontra-se em perfeitas condições.
CUIDE-SE!

FONTE: livro- Júlio Tirapegui, Nutrição: Fundamentos e Aspectos Atuais- 2ª edição-
IMAGEM: wellsphere.com