As dietas Low Carb são aquelas de baixo teor glicídico, e geralmente maior consumo de lipídios e proteínas. Têm como finalidade a perda de peso de maneira rápida.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Os Efeitos da Dieta no Metabolismo e na Saúde
Durante uma dieta Low Carb, o corpo reduz os depósitos de gordura devido ao déficit calórico decorrente da baixa de carboidratos, fonte de maioria das nossas calorias. Existe uma quantidade ideal de calorias que o organismo necessita para funcionar normalmente. Quando o consumo de carboidratos é baixo, o seu metabolismo sofre um retardamento, forma que o corpo tem de conservar sua energia. As calorias necessárias são, então, supridas pelas proteínas e gorduras. A Lipólise é acelerada, processo pelo qual a gordura é retirada do tecido adiposo e convertida em Ac. Graxos Livres (AGL) e Glicerol, que se tornam principal fonte de energia para o fígado, músculo cardíaco e músculo esquelético. O oxalacetato, que normalmente se condensa com o Acetil CoA no Ciclo de Krebs , é convertido em glicose que o cérebro necessita para seu abastecimento energético. Como a oferta de Oxaloacetato diminui, o fígado converte o excesso de Acetil CoA em Corpos Cetônicos. É então que ocorre a Cetose, processo comum em pessoas desnutridas e diabéticas, e já abordado aqui no nosso Blog. Os usuários da dieta também estão sujeitos à alguns efetos colaterais como:- Fadiga: Carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo, a dieta substitui o fornecimento de carboidrato com proteínas e gorduras. É difícil converter gordura em energia.
- Má-nutrição: dietas de baixo carboidrato privam/retiram da alimentação alimentos como cereais, frutas e legumes, que são ricos em nutrientes e minerais que são necessários para uma boa saúde.
- Osteoposose: a dieta é rica em proteína, que aumenta a liberação de cálcio através do processo mictório. A diminuição de cálcio no organismo pode levar ao enfraquecimento dos ossos.
- Doenças Cardíacas: grande consumo de gorduras pode causar aterosclerose, ou seja, deposição de lipídios nas paredes dos vasos provocando a diminuição no diametro dos mesmo, chegando a obstruí-los.
- Mau-Hálito: o aumento de cetonas pode levar ao mau-hálito em algumas pessoas.
- Problemas Digestivos: essa dieta leva à menor ingestão de alimentos ricos em fibras, que pode causar problemas digestivos, uma vez que estas são necessarias para evacuações do organismo e sua falta pode levar à constipação. O consumo de água e fibras pode evitar estes problemas em uma dieta low carb.
FONTES: http://www.buzzle.com.articles/low-carb-diets-problems.html
IMAGEM: http://www.buzzle.com/articles/low-carb-diet-side-effects.html
IMAGEM: http://www.buzzle.com/articles/low-carb-diet-side-effects.html
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Comer grandes lotes de carboidratos pode aumentar o risco de câncer de mama, diz estudo.
Por Marilynn Marchione - Pesquisadora de assuntos médicos.
Tradução de Japhet Pereira - Aluno de Medicina, UnB, 09/0117751.
Novas pesquisas sugerem que dietas ricas em carboidratos podem aumentar o risco de câncer de mama.
Mulheres no méxico, que comeram uma grande quantidade de carboidratos tiveram mais de duas vezes mais chances de ter câncer de mama do que aquelas que comeram menos amido e açúcar, resultado científico.
O estudo não é a última palavra sobre o assunto, mas é um dos poucos a analisar a forma como a mania da dieta popular, mas controversa Low-carb, pode afetar as chances de ter câncer, ao contrário de seus efeitos sobre o colesterol e doenças cardíacas.
As novas descobertas também não significam que a dieta é segura ou saudável para se comer muita carne, queijo ou gorduras, como muitas pessoas que vão nas dietas Low-carb fazem, dizem os especialistas.
"Existem muitas preocupações com dietas alimentares ricas em gordura animal", Disse o Dr. Walter Willett, chefe da nutrição da Havard School of Public Health. "Se as pessoas querem cortar os carboidratos, é realmente importante fazê-lo de uma forma que enfatize gorduras saudáveis, como saladas com molhos próprios."
Dr. Willett trabalhou no estudo com médicos do Instituto Nacional de Saúde Pública, em Cuernavaca, México. Foi financiado pela E.U. Centers for Disease Control and Prevention, do Ministério da Saúde do México, e do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention.
Gorduras, fibras e alimentos específicos tem sido estudados por seus efeitos em vários tipos de câncer. O excesso de peso é conhecido por elevar o risco, mas o novo estudo levou isso em conta e mesmo assim encontrou maior risco nas mulheres que consumiam grandes quantidades de carboidratos.
Os cientistas acreditam que os carboidratos podem aumentar o risco de câncer por um rápido aumento de açúcar no sangue, o que leva a um aumento imediato de insulina secretada. Isso faz com que aumente a divisão de células e também elevem os níveis de estrogênio no sangue, sendo que ambos podem estimular o câncer.
Um estudo realizado no início deste ano sugere que uma dieta rica em carboidratos modestamente aumenta o risco de câncer de cólon. Poucas pesquisas tem sido feitas sobre o cancro de mama, e os resultados tem sido mistos. Um estudo realizado no ano passado, encontrou maior risco entre as jovens mulheres que comiam uma quantidade excessiva de doces, principalmente refrigerantes e sobremesas.
Para este estudo, os investigadores registraram 475 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e um grupo de comparação de 1391 mulheres saudáveis na Cidade do México que foram pareadas por idade, peso, tendência de parto, e outros fatores que historicamente afetam as chances de contrair a doença.
As mulheres preencheram um questionário alimentar desenvolvido pelo Dr. Willett e amplamente utilizado em estudos de nutrição, e foram divididas em quatro categorias com base na quantidade de suas calorias totais ingeridas advindas de carboidratos.
Os da primeira categoria superior - com 62% ou mais de suas calorias advindas de carboidratos - tiveram 2,22 vezes mais chances de ter câncer de mama do que as da categoria mais baixa, cuja a ingestão de carboidratos foi de 52% ou menos de sua dieta.
"As descobertas levantam preocupação sobre os possíveis efeitos adversos de comer lotes dos hidratos de carbono", especialmente para pessoas que tem diabetes, resistência à insulina ou estão com sobrepeso, disse o Dr. Willett.
"Acrescenta a informação de que a dieta é importante" no que diz respeito ao risco de cancro de mama, disse o Dr. John Milner, chefe do Instituto Nacional do Câncer de Nutrição.
Como os resultados são aplicáveis à mulheres americanas, é discutível. Os hidratos de carbono constituem metade da dieta típica norte-americana.
"Os principais carboidratos que estas mulheres tinham comido eram derivados do milho, incluindo tortillas, refrigerantes e pães", disse o Dr. Eduardo Lazcano-Ponce, um dos médicos mexicanos que fizeram os estudo.
O milho não é enriquecido com ácido fólico e outros nutrientes, como são muitos grãos, cereais e outras fontes de carboidratos consumidos nos Estados Unidos, e os nutrientes podem ajudar a prevenir câncer, observou a Dra. Sandra Schlicker, diretora executiva da American Society for Clinical Nutrition.
As taxas de câncer de mama nos Estados Unidos estão entre os maiores do mundo. Cerca de 132 casos são diagnosticados para cada 100.000 mulheres. No México, a incidência está crescendo e é atualmente estimada em 38 casos por 100.000 mulheres. Mas o Dr Willett advertiu que essas taxas não são ajustadas para as diferenças de idade e que a população dos Estados Unidos é consideravelmente mais velha do que a do México e, portanto, tem maior risco de câncer.
No estudo, mulheres que comeram uma grande quantidade de fibras insolúveis - encontradas em grãos integrais, frutas e legumes - apresentaram um risco pouco menor de câncer de mama. Fibra pode modular a absorção de carboidratos.
"Isso me leva a crer que as fontes mais saudáveis de carboidratos, ou pelo menos dietas contendo fibras, seriam menos fortemente associadas com câncer de mama.", disse Dr. Marji McCullough, um epidemiologista sênior e especialista em nutrição da American Cancer Society.
Especialistas dizem que mais pesquisas são necessárias, através de estudos que, em vez de confiar na memória das mulheres sobre o que comiam, pede-lhes para manter diários alimentares e, com o passar do tempo, examiná-los por anos mais tarde para observar quais desenvolveram câncer.
Encontrar enlaces alimentares do cancro da mama é importante porque a dieta é comprovadamente um dos poucos fatores de risco que uma mulher pode modificar facilmente.
"Este estudo não é suficiente para que as pessoas façam mudanças em suas dietas, mas é um bom sinal de advertência", disse o Dr. Willett.
O Instituto de Medicina recomenda que os carboidratos constituam 45% a 65% da dieta, e que não mais de 20% podem vir a partir de açúcares adicionados, disse Schlicker.
Fonte consultada em 20-08-2010:
http://www.lowcarb.ca/
Tradução de Japhet Pereira - Aluno de Medicina, UnB, 09/0117751.
Novas pesquisas sugerem que dietas ricas em carboidratos podem aumentar o risco de câncer de mama.
Mulheres no méxico, que comeram uma grande quantidade de carboidratos tiveram mais de duas vezes mais chances de ter câncer de mama do que aquelas que comeram menos amido e açúcar, resultado científico.
O estudo não é a última palavra sobre o assunto, mas é um dos poucos a analisar a forma como a mania da dieta popular, mas controversa Low-carb, pode afetar as chances de ter câncer, ao contrário de seus efeitos sobre o colesterol e doenças cardíacas.
As novas descobertas também não significam que a dieta é segura ou saudável para se comer muita carne, queijo ou gorduras, como muitas pessoas que vão nas dietas Low-carb fazem, dizem os especialistas.
"Existem muitas preocupações com dietas alimentares ricas em gordura animal", Disse o Dr. Walter Willett, chefe da nutrição da Havard School of Public Health. "Se as pessoas querem cortar os carboidratos, é realmente importante fazê-lo de uma forma que enfatize gorduras saudáveis, como saladas com molhos próprios."
Dr. Willett trabalhou no estudo com médicos do Instituto Nacional de Saúde Pública, em Cuernavaca, México. Foi financiado pela E.U. Centers for Disease Control and Prevention, do Ministério da Saúde do México, e do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomakers & Prevention.
Gorduras, fibras e alimentos específicos tem sido estudados por seus efeitos em vários tipos de câncer. O excesso de peso é conhecido por elevar o risco, mas o novo estudo levou isso em conta e mesmo assim encontrou maior risco nas mulheres que consumiam grandes quantidades de carboidratos.
Os cientistas acreditam que os carboidratos podem aumentar o risco de câncer por um rápido aumento de açúcar no sangue, o que leva a um aumento imediato de insulina secretada. Isso faz com que aumente a divisão de células e também elevem os níveis de estrogênio no sangue, sendo que ambos podem estimular o câncer.
Um estudo realizado no início deste ano sugere que uma dieta rica em carboidratos modestamente aumenta o risco de câncer de cólon. Poucas pesquisas tem sido feitas sobre o cancro de mama, e os resultados tem sido mistos. Um estudo realizado no ano passado, encontrou maior risco entre as jovens mulheres que comiam uma quantidade excessiva de doces, principalmente refrigerantes e sobremesas.
Para este estudo, os investigadores registraram 475 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e um grupo de comparação de 1391 mulheres saudáveis na Cidade do México que foram pareadas por idade, peso, tendência de parto, e outros fatores que historicamente afetam as chances de contrair a doença.
As mulheres preencheram um questionário alimentar desenvolvido pelo Dr. Willett e amplamente utilizado em estudos de nutrição, e foram divididas em quatro categorias com base na quantidade de suas calorias totais ingeridas advindas de carboidratos.
Os da primeira categoria superior - com 62% ou mais de suas calorias advindas de carboidratos - tiveram 2,22 vezes mais chances de ter câncer de mama do que as da categoria mais baixa, cuja a ingestão de carboidratos foi de 52% ou menos de sua dieta.
"As descobertas levantam preocupação sobre os possíveis efeitos adversos de comer lotes dos hidratos de carbono", especialmente para pessoas que tem diabetes, resistência à insulina ou estão com sobrepeso, disse o Dr. Willett.
"Acrescenta a informação de que a dieta é importante" no que diz respeito ao risco de cancro de mama, disse o Dr. John Milner, chefe do Instituto Nacional do Câncer de Nutrição.
Como os resultados são aplicáveis à mulheres americanas, é discutível. Os hidratos de carbono constituem metade da dieta típica norte-americana.
"Os principais carboidratos que estas mulheres tinham comido eram derivados do milho, incluindo tortillas, refrigerantes e pães", disse o Dr. Eduardo Lazcano-Ponce, um dos médicos mexicanos que fizeram os estudo.
O milho não é enriquecido com ácido fólico e outros nutrientes, como são muitos grãos, cereais e outras fontes de carboidratos consumidos nos Estados Unidos, e os nutrientes podem ajudar a prevenir câncer, observou a Dra. Sandra Schlicker, diretora executiva da American Society for Clinical Nutrition.
As taxas de câncer de mama nos Estados Unidos estão entre os maiores do mundo. Cerca de 132 casos são diagnosticados para cada 100.000 mulheres. No México, a incidência está crescendo e é atualmente estimada em 38 casos por 100.000 mulheres. Mas o Dr Willett advertiu que essas taxas não são ajustadas para as diferenças de idade e que a população dos Estados Unidos é consideravelmente mais velha do que a do México e, portanto, tem maior risco de câncer.
No estudo, mulheres que comeram uma grande quantidade de fibras insolúveis - encontradas em grãos integrais, frutas e legumes - apresentaram um risco pouco menor de câncer de mama. Fibra pode modular a absorção de carboidratos.
"Isso me leva a crer que as fontes mais saudáveis de carboidratos, ou pelo menos dietas contendo fibras, seriam menos fortemente associadas com câncer de mama.", disse Dr. Marji McCullough, um epidemiologista sênior e especialista em nutrição da American Cancer Society.
Especialistas dizem que mais pesquisas são necessárias, através de estudos que, em vez de confiar na memória das mulheres sobre o que comiam, pede-lhes para manter diários alimentares e, com o passar do tempo, examiná-los por anos mais tarde para observar quais desenvolveram câncer.
Encontrar enlaces alimentares do cancro da mama é importante porque a dieta é comprovadamente um dos poucos fatores de risco que uma mulher pode modificar facilmente.
"Este estudo não é suficiente para que as pessoas façam mudanças em suas dietas, mas é um bom sinal de advertência", disse o Dr. Willett.
O Instituto de Medicina recomenda que os carboidratos constituam 45% a 65% da dieta, e que não mais de 20% podem vir a partir de açúcares adicionados, disse Schlicker.
Fonte consultada em 20-08-2010:
http://www.lowcarb.ca/
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sábado, 21 de agosto de 2010
Dieta Cetogênica
O organismo de uma pessoa que muda lentamente de uma dieta de carboidratos para uma dieta rica em gorduras, tenta se adaptar para utilizar mais ácido acetoacético do que o normal e, nesta circunstância, geralmente não ocorre cetose. Certamente por fatores ainda não completamente esclarecidos, que podem aumentar a taxa do metabolismo do ácido acético pelas células.
Até mesmo as células neurais que usam "exclusivamente" glicose, podem, depois de algumas semanas derivar de 50% até 75% de sua energia das gorduras.
Uma grande parte da degradação inicial dos ácidos graxos ocorre no fígado, pela Beta-Oxidação, principalmente quando quantidades excessivas de lípidios estão sendo usadas como fontes energéticas. Apesar dessa via ocorrer no fígado ele utiliza apenas uma pequena proporção da energia derivada da oxidação dos ácidos graxos para seu próprio processo metabólico.
Quando as cedeias de ácidos graxos divide-se em duas moléculas de acetil-Coa estas se condensam para formar uma molécula de ácido acetoacético. Parte do ácido acetoacético é convertida em beta hidroxibutirato e acetona, formando os chamados "corpos cetônicos". Estes compostos difundem-se livremente através das membranas das células hepáticas e são tranportados pelo sangue para os tecidos extra-hepáticos, onde irão servir como fonte de energia. Uma vez nos tecidos periféricos os "corpos cetônicos", serão novamente convertidos a acetil-Coa, que entrará no ciclo do ácido cítrico e será oxidada para gerar ATP (energia) para as células.
Como o ácido acetoacético e o ácido beta hidroxibutírico são substâncias altamente solúveis nas membranas das células-alvo, eles conseguem ser transportados rapidamente para as células teciduais, numa concentração de aproximadamente 3 mg/dl, apesar dessa pequena concentração
grandes quantidades são de fato transportadas.
Quando as concentrações de ácido acetoacético, ácido beta hidroxibutírico e acetona aumentam para níveis muito superiores ao normal no sangue e nos líquidos intersticiais desenvolve-se uma condição chamada cetose. Fatores como diabetes, debilidade e pessoas com dietas formadas quase inteiramente por gorduras, podem levar ao quadro de cetose. Em todos estes estados os carboidratos não são essencialmente metabolizados, no caso das dietas ricas em gordura e na inanição, é porque os carboidratos não estão disponíveis, e no diabetes é por falta de insulina para induzir o transporte de glicose para as células.
Quando os carboidratos não estão disponíveis na dieta, quase toda energia do corpo deve ser derivada do metabolismo dos lipídios. Este processo resulta na secreção de hormônios glicolíticos como o glucagon pelas células alfa do pâncreas e os glicocorticóides pelo córtex adrenal, especialmente o cortisol. Estes hormônios aumentam ainda mais a remoção dos ácidos graxos dos tecidos adiposos.
Uma diminuição acentuada ou a falta completa dos carboidratos na dieta, pode levar a uma acidose metabólica extrema, devido o acúmulo de acetil-Coa, uma vez que o oxaloacetato, produto do metabolismo dos carboidratos não está presente, pelo menos neste caso, para condensar-se com acetil-Coa e permitir sua entrada no ciclo do ácido citríco. Este acúmulo vai ser desviado para produção dos corpos cetônicos que serão produzidos em quantidades tão excessivas que as células não poderão mais utilizá-los, por conta da sua limitação de poder oxidá-los, o que poderá levar a um estado de acidose metabolica ou até mesmo ao coma. A produção de "corpos cetônicos" deixa um hálito de acetona nas pessoas que metabolizam outros compostos ao invés de carboidratos.
Até mesmo as células neurais que usam "exclusivamente" glicose, podem, depois de algumas semanas derivar de 50% até 75% de sua energia das gorduras.

Uma grande parte da degradação inicial dos ácidos graxos ocorre no fígado, pela Beta-Oxidação, principalmente quando quantidades excessivas de lípidios estão sendo usadas como fontes energéticas. Apesar dessa via ocorrer no fígado ele utiliza apenas uma pequena proporção da energia derivada da oxidação dos ácidos graxos para seu próprio processo metabólico.
Quando as cedeias de ácidos graxos divide-se em duas moléculas de acetil-Coa estas se condensam para formar uma molécula de ácido acetoacético. Parte do ácido acetoacético é convertida em beta hidroxibutirato e acetona, formando os chamados "corpos cetônicos". Estes compostos difundem-se livremente através das membranas das células hepáticas e são tranportados pelo sangue para os tecidos extra-hepáticos, onde irão servir como fonte de energia. Uma vez nos tecidos periféricos os "corpos cetônicos", serão novamente convertidos a acetil-Coa, que entrará no ciclo do ácido cítrico e será oxidada para gerar ATP (energia) para as células.
Como o ácido acetoacético e o ácido beta hidroxibutírico são substâncias altamente solúveis nas membranas das células-alvo, eles conseguem ser transportados rapidamente para as células teciduais, numa concentração de aproximadamente 3 mg/dl, apesar dessa pequena concentração
grandes quantidades são de fato transportadas.
Quando as concentrações de ácido acetoacético, ácido beta hidroxibutírico e acetona aumentam para níveis muito superiores ao normal no sangue e nos líquidos intersticiais desenvolve-se uma condição chamada cetose. Fatores como diabetes, debilidade e pessoas com dietas formadas quase inteiramente por gorduras, podem levar ao quadro de cetose. Em todos estes estados os carboidratos não são essencialmente metabolizados, no caso das dietas ricas em gordura e na inanição, é porque os carboidratos não estão disponíveis, e no diabetes é por falta de insulina para induzir o transporte de glicose para as células.
Quando os carboidratos não estão disponíveis na dieta, quase toda energia do corpo deve ser derivada do metabolismo dos lipídios. Este processo resulta na secreção de hormônios glicolíticos como o glucagon pelas células alfa do pâncreas e os glicocorticóides pelo córtex adrenal, especialmente o cortisol. Estes hormônios aumentam ainda mais a remoção dos ácidos graxos dos tecidos adiposos.
Uma diminuição acentuada ou a falta completa dos carboidratos na dieta, pode levar a uma acidose metabólica extrema, devido o acúmulo de acetil-Coa, uma vez que o oxaloacetato, produto do metabolismo dos carboidratos não está presente, pelo menos neste caso, para condensar-se com acetil-Coa e permitir sua entrada no ciclo do ácido citríco. Este acúmulo vai ser desviado para produção dos corpos cetônicos que serão produzidos em quantidades tão excessivas que as células não poderão mais utilizá-los, por conta da sua limitação de poder oxidá-los, o que poderá levar a um estado de acidose metabolica ou até mesmo ao coma. A produção de "corpos cetônicos" deixa um hálito de acetona nas pessoas que metabolizam outros compostos ao invés de carboidratos.
FONTE: Tratado de Fisiologia Médica/Arthur C. Guyton, John E. Hall; 11ª edição; Editora Elsevier, Rio de Janeiro-2006.
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Qual o papel da glicose/insulina/glucagon no metabolismo dos carboidratos e outros compostos energéticos?
A glicose é o substrato energético usado preferencialmente pelas células teciduais para cumprir suas funções metabólicas. Para que esta substância possa ser usada pelas células dos tecidos do corpo, ela deve ser transportada através da membrana para o citoplasma celular, mecanismo que se dá por difusão facilitada.Quando nos alimentamos com quantidades suficientes de carboidratos, para suprir nossas necessidades metabólicas, os níveis de glicose sanguínea aumentam bastante, como resposta as células beta pancreáticas produzem e secretam grandes quantidades de insulina para facilitar o transporte da glicose. Na ausência de insulina, no entanto, a quantidade de glicose que pode se difundir para o interior das células do organismo é muito pequena para fornecer a porção normalmente necessária para o metabolismo energético, exceto para as células hepáticas e cerebrais, estas últimas, apesar de serem as maiores consumidoras de glicose não dependem da insulina para essa captação. De fato, a taxa de utilização de glicose pela maioria das células é controlada pela taxa de secreção de insulina pelo pâncreas.
A insulina desempenha um papel importante no armazenamento do excesso de energia. Quando existe quantidades excessivas de carboidratos e outros alimentos altamente energéticos na dieta a insulina induz a síntese destes compostos respectivamente. Depois que as células utilizam a glicose disponível, seu excesso é armazenado na forma de glicogênio, principalmente no fígado e nos músculos, como também no tecido adiposo, sob a forma de triglicerídeos. Ela ainda exerce papel relevante na promoção da captação de aminoácidos e conversão destes em proteínas, além de inibir o catabolismo protéico das proteínas já existentes nas células. O oposto também é verdadeiro, quando em baixas concentrações sanguíneas de glicose os níveis insulinêmicos caem rapidamente, isso geralmente ocorre em períodos entre as refeições (jejum), ou em dietas de restrição dos carboidratos.
Quando os níveis glicêmicos e insulinêmicos diminuem, um outro hormônio (glucagon) também liberado pelo pâncreas (células alfa), entra em ação, porque de alguma forma o organismo precisa compensar essa "falta" de glicose para que a glicemia não caia a níveis comprometedores. Então lança mão da glicogenólise (degradação do glicogênio convertido em glicose) para impedir que a concentração de glicose caia a níveis muito baixos, porém, depois de aproximadamente 8 horas as reservas de glicogênio hepático são depletadas e neste intervalo uma nova via é acionada: a gliconeogênese. Mesmo depois do consumo de todo o glicogênio hepático sob a influência do glucagon, a continuação da infusão deste hormônio ainda causa uma hiperglicemia mantida, por meio da transaminação de aminoácidos para convertê-los em glicose pelo fígado, para o fornecimento de energia. Logo, pode-se notar que as concentrações da glicose sangüinea é o fator mais potente que controla a secreção do glucagon. A maior parte da glicose formada pela gliconeogênese é empregada para o metabolismo neural. O organismo se adapta a nova situação, e evita que o pâncreas libere qualquer quantidade de insulina para evitar que as escassas reservas de glicose disponíveis possam ser usadas pelos músculos e outros tecidos periféricos deixando o cérebro sem uma fonte de nutrição.
FONTE: Tratado de Fisiologia Médica/Arthur C. Guyton, John E. Hall; Editora Elsevier, Rio de Janeiro-2006, 11ª Edição.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Debate: low carb ou ou dieta de baixo teor lipídico?
A Harvard Health Letter investiga o debate!
Pesquisas realizadas pela Harvard Health Letter, não sabem ao certo porque as pessoas perdem peso mais rápido em dietas de baixo carboidratos (low carb), mas uma das explicações mais provável é que os carboidratos são os melhores para suprimir o apetite durante um tempo, tornando mais fácil atingir o objetivo final de todas as dietas, que é a perca de calorias. Entretanto, é possível fazer comparações com dietas de baixo teor de gorduras. Dois estudos resumidos na edição de agosto da Harvard Health Letter, mostra no que diz respeito à perca de peso, que tanto as dietas de baixo carboidratos como as dietas de baixo teor de gorduras tiveram empates em dados estatísticos, depois de um ano.
No primeiro estudo, publicado no ano passado, o plano da dieta de baixo carboidrato (low-carb) fluiu com ímpeto em comparação a sua correspondente low-fat, durante os primeiros seis meses. Porém, no segundo estudo, publicado no início deste ano, os indivíduos que estavam seguindo a dieta pobre em gorduras também continuavam a perder peso em homólogo aos do grupo low-carb.
A edição de agosto informa que são necessários mais estudos para examinar os progressos da perda de peso a longo prazo de ambas as dietas, não apenas os rsultados de um ano. Em relação à saúde, ambos os estudos constataram que estas dietas podem aumentar os níveis de colesterol LDL, considerado colesterol "ruim". Porém, as dietas low-carb superam as dietas low-fat com relação a outras gorduras do sangue relacionadas à doenças cardíacas.
Esta edição dá outras mensagens importantes:
Pesquisas realizadas pela Harvard Health Letter, não sabem ao certo porque as pessoas perdem peso mais rápido em dietas de baixo carboidratos (low carb), mas uma das explicações mais provável é que os carboidratos são os melhores para suprimir o apetite durante um tempo, tornando mais fácil atingir o objetivo final de todas as dietas, que é a perca de calorias. Entretanto, é possível fazer comparações com dietas de baixo teor de gorduras. Dois estudos resumidos na edição de agosto da Harvard Health Letter, mostra no que diz respeito à perca de peso, que tanto as dietas de baixo carboidratos como as dietas de baixo teor de gorduras tiveram empates em dados estatísticos, depois de um ano.
No primeiro estudo, publicado no ano passado, o plano da dieta de baixo carboidrato (low-carb) fluiu com ímpeto em comparação a sua correspondente low-fat, durante os primeiros seis meses. Porém, no segundo estudo, publicado no início deste ano, os indivíduos que estavam seguindo a dieta pobre em gorduras também continuavam a perder peso em homólogo aos do grupo low-carb.
A edição de agosto informa que são necessários mais estudos para examinar os progressos da perda de peso a longo prazo de ambas as dietas, não apenas os rsultados de um ano. Em relação à saúde, ambos os estudos constataram que estas dietas podem aumentar os níveis de colesterol LDL, considerado colesterol "ruim". Porém, as dietas low-carb superam as dietas low-fat com relação a outras gorduras do sangue relacionadas à doenças cardíacas.
Esta edição dá outras mensagens importantes:
- As dietas de baixo carboidratos podem ser acompanhadas da ingestão de cereais como os carburadores, eliminando as gorduras mono e pollinsaturadas;
- As dietas tem diferentes efeitos nos níveis de colesterol e fatores metabólicos. Para uma perca de peso "saudável", converse com seu médico sobre a obtenção de um teste de colesterol. Os resultados podem ajudá-lo (a) a escolher a melhor dieta.
- Por conta da educação alimentar, do gosto pelos sabores e até fatores genéticos, dentre outros, a resposta individual varia extremamente. Portanto, depois de ir a um bom profissional da saúde e analisar seu estado metabólico, experimente para ver o que melhor funciona para você.
Abraços!
FONTE: www.health.harvard.edu/press_releases/low_carb_fat_diet_plan
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Restrição alimentar de carboidratos no tratamento da obesidade
Artigo publicado na revista Ciênc. Méd., Campinas/2006, revela que um dos distúrbios relacionados com a obesidade é a resistência à insulina, que consiste na diminuição da capacidade da insulina em estimular a captação de glicose pelas células, isto se dá por alterações dos mecanismos de ultilização da glicose, ou devido um número insuficiente dos receptores de insulina nas células.
Pi-Sunyer, um dos autores deste estudo, relata que o tecido adiposo em excesso aumenta a demanda por insulina, levando ao aumento da glicemia e insulinemia. Vale ressaltar que, altos níveis plasmáticos de insulina inibem a lipólise, induzem lipogênese e estimulam a fome.
Em indivíduos obesos que apresentam grande ingestão de lipídios e elevadas taxas de lipólise foi comprovado um aumento na oxidação lipídica. Assim, há utilização preferencial dos ácidos graxos de cadeia longa (AGL), provenientes dos estoques de triglicerídeos, como substrato energético, reduzindo assim o uso de glicose derivada da quebra do glicogênio. A diminuição do uso de glicogênio muscular e hépático é responsável por um feedback negativo na enzima glicogênio-sintetase, que consequentemente impossibilita a estocagem de glicose. Nessas condições, os efeitos resultantes são intolerância a glicose e resistência à insulina O tipo de gordura também está associado a essa condição, sendo os ácidos graxos saturados os mais preocupantes.
Em um estudo, realizado com obesos, Golay e seus colaboradosres, analisaram os efeitos de duas dietas igualmente restritas em calorias, porém extremamente diferentes em sua composição. Para os pacientes que consumiram a dieta com 15% do VET (Valor Energético Total) proveniente de carboidratos, (37%, mais ou menos 5 g/dia), observou-se queda significativa na glicemia e insulinemia, por outro lado os pacientes que consumiram dieta com 45% do VET em carboidrato (115 + ou - 14/dia) não tiveram redução significativa, especialmente em relação à insulinemia, visto que as taxas de insulina aumentam/diminuem de acordo com o consumo de carboidratos. Estes dados foram observados ao final da sexta semana, nos pacientes hospitalizados.
Em um outro estudo realizado por este mesmo autor, verificou-se que, em 12 semanas de consumo de uma dieta com 75g de carboidrato por dia, o que corresponde a 25% do VET, os valores insulinêmicos reduziram bastante e que, após a perca de peso dos indivíduos, houve melhora da glicemia e da insulinemia de jejum em comparação com a dieta que fornecia 135g de carboidrato por dia (45% do VET). Com estes resultados os pesquisadores puderam constatar que a melhora da relação glicemia/insulinemia indica que a dieta reduzida em carboidrato pode ser favorável em longo período.
Numa tentativa de testar suas hipóteses, de que indivíduos obesos reagiriam diferentemente aos testes hiperinsulinêmicos, Baba e seus colaboradores, aplicaram estudos à manipulação dos macronutrientes de uma dieta hipocalórica nestes pacientes (80% da necessidade energética em repouso), os resultados mostraram que as duas dietas reduziram significativamente os níveis de insulina, no entanto somente os indivíduos que consumiram mais proteínas e menos carboidratos em sua dieta (45% proteína, 25%carboidrato, 30% gordura) atingiram níveis normais de insulinemia, enquanto os indivíduos do outro grupo que consumiam (12% proteína, 58% carboidrato, 30% gordura) permaneceram hiperinsulinêmicos.
De um modo geral, os estudos tem mostrado boa relação entre dietas com restrição de carboidratos e níveis de glicemia e insulina, embora esse fator dependa também da saúde do indivíduo, para a obtenção de melhores resultados.
Pi-Sunyer, um dos autores deste estudo, relata que o tecido adiposo em excesso aumenta a demanda por insulina, levando ao aumento da glicemia e insulinemia. Vale ressaltar que, altos níveis plasmáticos de insulina inibem a lipólise, induzem lipogênese e estimulam a fome.
Em indivíduos obesos que apresentam grande ingestão de lipídios e elevadas taxas de lipólise foi comprovado um aumento na oxidação lipídica. Assim, há utilização preferencial dos ácidos graxos de cadeia longa (AGL), provenientes dos estoques de triglicerídeos, como substrato energético, reduzindo assim o uso de glicose derivada da quebra do glicogênio. A diminuição do uso de glicogênio muscular e hépático é responsável por um feedback negativo na enzima glicogênio-sintetase, que consequentemente impossibilita a estocagem de glicose. Nessas condições, os efeitos resultantes são intolerância a glicose e resistência à insulina O tipo de gordura também está associado a essa condição, sendo os ácidos graxos saturados os mais preocupantes.
Em um estudo, realizado com obesos, Golay e seus colaboradosres, analisaram os efeitos de duas dietas igualmente restritas em calorias, porém extremamente diferentes em sua composição. Para os pacientes que consumiram a dieta com 15% do VET (Valor Energético Total) proveniente de carboidratos, (37%, mais ou menos 5 g/dia), observou-se queda significativa na glicemia e insulinemia, por outro lado os pacientes que consumiram dieta com 45% do VET em carboidrato (115 + ou - 14/dia) não tiveram redução significativa, especialmente em relação à insulinemia, visto que as taxas de insulina aumentam/diminuem de acordo com o consumo de carboidratos. Estes dados foram observados ao final da sexta semana, nos pacientes hospitalizados.
Em um outro estudo realizado por este mesmo autor, verificou-se que, em 12 semanas de consumo de uma dieta com 75g de carboidrato por dia, o que corresponde a 25% do VET, os valores insulinêmicos reduziram bastante e que, após a perca de peso dos indivíduos, houve melhora da glicemia e da insulinemia de jejum em comparação com a dieta que fornecia 135g de carboidrato por dia (45% do VET). Com estes resultados os pesquisadores puderam constatar que a melhora da relação glicemia/insulinemia indica que a dieta reduzida em carboidrato pode ser favorável em longo período.
Numa tentativa de testar suas hipóteses, de que indivíduos obesos reagiriam diferentemente aos testes hiperinsulinêmicos, Baba e seus colaboradores, aplicaram estudos à manipulação dos macronutrientes de uma dieta hipocalórica nestes pacientes (80% da necessidade energética em repouso), os resultados mostraram que as duas dietas reduziram significativamente os níveis de insulina, no entanto somente os indivíduos que consumiram mais proteínas e menos carboidratos em sua dieta (45% proteína, 25%carboidrato, 30% gordura) atingiram níveis normais de insulinemia, enquanto os indivíduos do outro grupo que consumiam (12% proteína, 58% carboidrato, 30% gordura) permaneceram hiperinsulinêmicos.
De um modo geral, os estudos tem mostrado boa relação entre dietas com restrição de carboidratos e níveis de glicemia e insulina, embora esse fator dependa também da saúde do indivíduo, para a obtenção de melhores resultados.
Para maiores informações vejam o artigo deste estudo que se encontra no site:
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